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contabilidade, alvará e muito mais.

Parte 1 Pré-Lajes Unidirecionais

3 Definições

Para os efeitos da Parte 1 desta Norma são adotadas as definições de 3.1a 3.8.

3.1 Laje pré-fabricada unidirecional

São lajes nervuradas constituídas por nervuras principais longitudinais (NL) dispostas em uma única direção. Poderão ser empregadas algumas nervuras transversais (NT) perpendiculares às nervuras principais.

3.1.1 Vigotas pré-fabricadas

Constituídas por concreto estrutural, executadas industrialmente fora do local de utilização definitivo da estrutura, ou mesmo em canteiros de obra, sob rigorosas condições de controle de qualidade, conforme a NBR 9062. Englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração, integrando parcialmente a seção de concreto da nervura. Podem ser dos tipos:

a) de concreto armado (comum) - (VC): com seção de concreto usualmente formando um "T" invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota (fig.1a), utilizadas para compor as lajes de concreto armado (comum) - LC.

b) de concreto protendido (VP): com seção de concreto usualmente formando um "T" invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota (fig. 1.b), utilizadas para compor as lajes de concreto protendido - LP.

c) treliçadas (VT): com seção de concreto formando uma placa, com armadura treliçada (Projeto 02:107.01-004), parcialmente englobada pelo concreto da vigota (fig.1.c), devendo, quando necessário, ser complementada com armadura passiva inferior de ração totalmente englobada pelo concreto da nervura, utilizadas para compor as lajes treliçadas - LT.

3.1.2 Elementos de enchimento

Componentes pré-fabricados com materiais inertes diversos, sendo maciços ou vazados, intercalados entre as vigotas em geral, com a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. São desconsiderados como colaborantes nos cálculos de resistência e rigidez da laje.

(Conclusão GT Elementos de Enchimento: 19/10/98)

3.1.3 Armadura complementar

Adicionada na obra, deve ser quantificada, dimensionada e disposta de acordo com o projeto da laje, conforme 5.1. Poderá ser:

a) longitudinal: admissível apenas em lajes treliçadas quando da impossibilidade de integrar na vigota treliçada toda a armadura inferior de tração necessária;

b) transversal: compõe a armadura inferior das nervuras transversais de travamento das lajes e treliçadas;

c) de distribuição: posicionada na capa no sentido transversal e longitudinal, para a distribuição das tensões oriundas de cargas concentradas e para o controle da fissuração;

d) superior de tração: disposta sobre os apoios nas extremidades das vigotas, no mesmo alinhamento das nervuras e posicionada na capa, proporcionam a ancoragem das nervuras destas com o restante da estrutura, o combate à fissuração e a resistência ao momento fletor negativo, de acordo com o projeto da laje, conforme o item 5.1.

Nota: O aço que compõe o banzo superior das armações treliçadas eletrosoldadas, de acordo com o projeto de norma 02:107.01-004, pode ser considerado como de armadura de distribuição e superior de tração desde que posicionado como descrito em 3.1.3.c e 3.1.3.d.

(29ª Reunião - 26/04/99)

3.1.4 Capa

Placa superior da laje pré-fabricada cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento.

3.1.5 Concreto complementar

Preparado de acordo com a NBR 12655, adicionado na obra, com a resistência, trabalhabilidade e espessuras especificadas de acordo com o projeto da laje e as especificações de execução conforme o item 5.1, aplicado em:

a) Complementação das vigotas pré-fabricadas para a formação das nervuras, bem como para a formação das nervuras transversais das lajes treliçadas.

b) Formação da capa superior da laje.

3.2 Intereixo

Intereixo é a distância entre eixos de vigotas pré-fabricadas, entre as quais serão montados os elementos de enchimento.

    1. Flecha

Maior deslocamento vertical do plano da laje. Este valor deverá respeitar os limites prescritos pela NBR 6118.

3.4 Contra-flecha

Deslocamento vertical intencional aplicado nas vigotas pré-fabricadas durante a montagem das mesmas, por meio do escoramento, contrário ao sentido da flecha.

3.5 Escoramento (cimbramento)

Estrutura provisória, destinada a auxiliar as vigotas pré-fabricadas a suportar a carga de trabalho durante a montagem da laje e durante o período de cura do concreto complementar lançado na obra.

3.6 Cargas (Ações)

As cargas devem ser especificadas por sua intensidade e localização sobre a laje.

3.6.1 Peso próprio

Somatória do peso dos componentes pré-fabricados (vigotas e elementos de enchimento) e dos materiais complementares (armaduras adicionais e concreto complementar).

3.6.2 Carga acidental

Carga distribuída uniformemente ou concentrada sobre a laje, de acordo com a sua utilização, conforme definido na NBR 6120.

3.6.3 Carga de trabalho

Cargas incidentes sobre a laje durante a fase de montagem, até que o concreto complementar alcance a resistência definida pelo projeto estrutural.

3.6.4 Cargas permanentes adicionais

São as decorrentes de alvenarias, revestimentos, contra-pisos, etc., que serão parte integrante da carga da laje.

3.6.5 Carga adicional total

É a somatória das cargas acidentais e permanentes adicionais não se incluindo neste valor, para efeito de especificação, o peso próprio da laje.

3.6.6 Altura total (h)

Distância entre o plano inferior e o plano superior da laje acabado, já com o concreto complementar lançado, adensado e regularizado (nervuras e capa).

3.7 Vão

3.7.1 Vão livre (Arqº Reinaldo Moreira – definição da NB1) (31/07/00)

3.7.2 Vão teórico (Arqº Reinaldo Moreira – definição da NB1) (31/07/00)

3.8 Altura total da vigota

Distância entre o plano inferior e o plano superior da vigota. No caso de vigota treliçada, o topo do banzo superior determina o plano superior.

4 Condições gerais

4.1 Campo de aplicação

As especificações descritas na parte 1 desta Norma são aplicáveis a lajes unidirecionais para qualquer tipo de edificação, observando-se os limites da Tabela 1, conforme o tipo de vigotas a ser utilizado:

Tipo de vigota

Altura total máxima da laje (cm)

Intereixo máximo (cm)

Carga total máxima (kN/m2)

VC

17,0

40,0

05

VP

 

100,0

----

VT

 

100,0

----

Vão máximo: as lajes devem respeitar a NBR 6118 em relação ao número exigido de nervuras transversais. Sob responsabilidade do fabricante da laje, permite-se a redução ou a eliminação do número de nervuras transversais desde que empregados recursos alternativos cuja eficácia seja expressamente garantida.

4.2 Altura total

São padronizadas as seguintes alturas totais para as lajes pré-fabricadas, em função das alturas padronizadas dos elementos de enchimento, conforme a Tabela 2.

Tabela 2 Altura total (cm)

Altura do elemento de enchimento

Altura total da laje

7,0

10,0 - 11,0 - 12,0

8,0

11,0 - 12,0 - 13,0

10,0

14,0 - 15,0

12,0

16,0 - 17,0

16,0

20,0 - 21,0

20,0

24,0 - 25,0

24,0

29,0 - 30,0

29,0

34,0 - 35,0

(31/07/00)

4.2.1 Outras alturas, desde que superiores à mínima padronizada, poderão ser utilizadas, mediante acordo prévio e expresso entre fornecedor e comprador, desde que atendidas todas as demais disposições desta Norma.

4.2.2 A designação da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LP e LT), seguida da altura total, da altura do elemento de enchimento, seguida do símbolo "+" e da altura da capa, sendo que todos os valores são expressos em ‘cm". Exemplo: a) LC 11 (7+4), b) LP 12 (8+4) e c) LT 16 (12+4).

4.3 Intereixo

Os intereixos mínimos variam em função do tipo da vigota e das dimensões do elemento de enchimento de acordo com o item 4.4.3, sendo os mínimos padronizados os estabelecidos na Tabela 3.

Tabela 3 Intereixos mínimos padronizados

Tipo de vigota

Intereixos mínimos padronizados (cm)

VC

33,0

VP

40,0

VT

42,0

4.3.1 No caso da utilização de vigotas treliçadas e h </= 13,0 cm, permite-se adotar intereixo mínimo de 40,0 cm.

4.4 Materiais

4.4.1 Concreto

O concreto que compõe as pré-lajes treliçadas e o concreto complementar deve atender às especificações das NBR-12655 e NBR 6118 e NBR 8953 e respeitando o disposto na NBR 12654. A resistência à compressão será a especificada pelo projeto estrutural, sendo exigidas no mínimo Classe C20 para vigotas e Classe C20, de acordo com a NBR 6118 para o concreto complementar. No caso da execução concomitante do concreto complementar e do concreto da estrutura, prevalece o maior valor da resistência característica (fck) especificado no projeto.

O concreto da Classe C20 corresponde a resistência característica à compressão aos 28 dias, de 20 MPa.

(31/07/00)

4.4.2 Aço

O aço para fins de utilização em lajes pré-fabricadas deve atender ao disposto na Tabela 4

Outras dimensões, desde que superiores à mínima padronizada, poderão ser utilizadas, mediante acordo entre fornecedor e comprador.

Tabela 4 Aço para utilização em lajes pré-fabricadas

Produto

Norma Brasileira

Diâmetro nominal mínimo (mm)

Diâmetro nominal máximo (mm)

Barras/fios de aço CA 50/CA 60

NBR 7480

6,3 (CA 50)

4,2 (CA 60)

20,0(CA 50)

10,0(CA 60)

Tela de aço eletrosoldada

NBR 7481

3,4

---------

Fios de aço p/ protensão

NBR 7482

3,0

---------

Cordoalhas de aço p/protensão

NBR 7483

3 x 3,0

---------

Treliça de aço eletrosoldada

Projeto

02:107.01.004

Diagonal (sinusóide): 3,4

banzo superior: 6,0

banzo inferior: 4,2

Diagonal (sinusóide): 7,0

banzo superior: 12,5

banzo inferior: 12,5

Armação Treliçada eletro soldada

 

Projeto 02:107.01.004

Diagonal (sinusóide): 3,4

Banzo superior: 6,0

Banzo inferior: 4,2

Diagonal (sinusóide): 7,0

Banzo superior: 12,5

Banzo inferior: 12,5

29,0 - 30,0

   

Ø min. / Ø máx. > = 0,56

 

Nota: O diâmetro do banzo inferior deve ser pelo menos igual ao diâmetro do diagonal (sinusóide).

4.4.3 Elementos de enchimento

Devem ter as dimensões padronizadas estabelecidas na Tabela 5 e Figura 2, e compostos por materiais leves, suficientemente rígidos, que não produzam danos ao concreto e às armaduras. Devem ainda ter resistência característica à carga mínima de ruptura de 1 kN, suficiente para suportar esforços de trabalho durante a montagem e concretagem da laje. Para os elementos de enchimento com 7 e 8 cm de altura, admite-se resistência característica para suportar a carga mínima de ruptura de 0,7 kN.

(Conclusão do GT Elementos de Enchimento – 19/10/98)

Tabela 5 - Dimensões padronizadas dos elementos de enchimento (cm)

Altura (A)

7,0 (mínima), 8,0 – 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0

Largura (B)

25,0 (mínima), 30,0 - 32,0 – 37,0 - 39,0 - 40,0 - 47,0 – 49,0

Comprimento (C)

20,0 (mínimo)

Aba de encaixe

(D)

(E)

3,0

1,5

Devem obedecer ao disposto no projeto estrutural quanto às dimensões e armaduras e às tolerâncias de fabricação conforme estabelecidos nesta Especificação, principalmente quanto ao apoio dos elementos de enchimento. Para a definição dos parâmetros de inspeção e recepção quanto à aparência, cantos, cor, rebarbas, textura, ausência de agentes desmoldantes na superfície e assemelhados, o fabricante deve apresentar amostras representativas da qualidade especificada, que devem ser aprovadas pelo proprietário ou seu preposto, e constituir o termo de comparação para o controle de qualidade do produto acabado.

Obs.: Aceitação do limite mínimo de 7cm de altura para elemento de enchimento em EPS, suportando no mínimo 70kgf.

(33ª Reunião – 30/08/99)

Obs.: Elaboração do texto sobre a inclusão do elemento CCA, como elemento de enchimento.

Engº Nóe (coordenador) – Sugestão: Material de ruptura frágil, como o bloco, cerâmica e outros, devem atender a metodologia do bloco EPS. Ficou estabelecido que o elemento CCA será classificado como material de enchimento e o texto na norma deverá ser elaborado com um grau de generalidade, absorvendo um ou outro, indicando somente qual requisito de ensaio para materiais de ruptura frágil e dúctil

(34ª Reunião – 27/09/99).

4.4.3.1 Outras dimensões dos elementos de enchimento, desde que superiores à mínima padronizada, poderão ser utilizada, mediante acordo prévio e expresso entre fornecedor e comprador, desde que atendidas todas as demais disposições desta Norma.

(Conclusão GT Elementos de Enchimento – 19/10/98)

4.4.3.2 O lote de elementos de enchimento fornecido, deverá estar acompanhado por especificação emitida pelo fornecedor onde estarão identificadas suas dimensões nesta ordem: altura, largura e comprimento.

(Conclusão GT Elementos de Enchimento – 19/10/98)

4.4.3.3 Para os elementos de enchimento serão adotados os métodos de ensaio, de acordo com ANEXO B desta Norma. Para elementos de enchimento cerâmicos e de concreto (anexo B.1) e elementos de EPS (anexo B.2)

(Conclusão GT Elementos de Enchimento – 19/10/98)

4.4.3.4 Resultados dos Ensaios

Do lote de elementos de enchimento correspondente ao estabelecido no item 6 desta Norma (200 m2), deve-se retirar aleatoriamente 1 (uma) peça para ensaio. Após o ensaio e tendo a peça ensaiada atingido o limite mínimo para resistência característica à carga de ruptura estabelecido por esta Norma, considerar-se-á o lote aprovado. No caso da peça ensaiada romper-se antes de se atingir o limite mínimo de ruptura estabelecido, serão retiradas aleatoriamente mais 3 (três) peças para novo ensaio. Neste segundo ensaio as 3 (três) peças ensaiadas deverão atingir o limite mínimo de ruptura estabelecido para o lote seja aprovado.

(Conclusão GT Elementos de Enchimento – 19/10/98)

4.5 Condições gerais

      1. Vigotas

4.5.1.1 Nas vigotas de concreto armado (comum) exige-se a colocação de espaçadores distanciados de no máximo 50,0 cm, com a finalidade de garantir o posicionamento das armaduras durante a concretagem.

Obs.: Registra-se no sub-item 4.5.1.1 - Especificar o espaçamento da armadura inferior da vigota protendida. (35ª Reunião - 25/10/99).

4.5.2 Elementos de enchimento

Devem ter forma, dimensões e tolerâncias de fabricação conforme estabelecidos na Tabela 5 e na Figura 2, podendo ser maciços ou vazados. A face inferior deve ser plana e as laterais devem apresentar ressaltos para apoio nos banzos das vigotas, mantidas as tolerâncias de fabricação especificadas no projeto e nesta Especificação. Devem manter íntegras as suas características durante a sua utilização, bem como estar isentos de partes quebradas e trincas que comprometam o seu desempenho ou que permitam a fuga do concreto (capa e nervuras).

4.5.3 Montagem

A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao disposto no projeto estrutural quanto ao arranjo físico e às especificações das vigotas e dos elementos de enchimento. Devem ser executados o nivelamento dos apoios das vigotas, a montagem do escoramento provisório conforme projeto, a colocação das vigotas e dos elementos de enchimento dentro das tolerâncias especificadas de montagem, a colocação das armaduras previstas no projeto, a instalação de passadiços para o trânsito de pessoal e transporte do concreto, o lançamento, adensamento e cura do concreto (capa e nervuras).

5 Condições específicas

5.1 Projeto da laje

O projeto da laje é composto por três partes distintas, a saber:

a) Projeto estrutural da laje;

b) Especificações de execução da laje;

c) Manual de colocação e montagem.

5.1.1 Projeto estrutural da laje

O cálculo e dimensionamento das lajes (vãos, cargas, nervuras, alturas, armaduras e materiais de enchimento) devem ser elaborados por profissional habilitado e de acordo com a NBR 6118, NBR 9062 e projetos da obra.

Especial atenção deve ser dispensada à verificação de flechas, levando-se em conta os efeitos de deformação lenta e outros efeitos dependentes do tempo.

O cálculo e dimensionamento, apresentado sob a forma de memorial de cálculo, deve conter:

a) Direção das vigotas;

b) Vinculação de apoios;

c) Área das armaduras;

d) Vãos;

e) Cargas consideradas conforme 3.6;

f ) Distância máxima entre linhas de escoras;

g) Detalhamento de apoio e ancoragem das vigotas;

h) Dimensões e posicionamento das armaduras complementares;

i ) Resistências características dos materiais;

j ) Resistência do concreto complementar;

k) Largura das nervuras;

l ) Forma, dimensões e materiais constituintes dos elementos de enchimento;

m) Intereixos;

n) Detalhamento das ancoragens;

o) prazo e forma de retirada do escoramento.

5.1.2 Especificações de execução da laje

Documento que deve acompanhar a entrega do produto e contemplando o seguinte:

a) posição, limites de distanciamento e a quantidade de linhas de escoramento;

b) Quantidade, disposição, vãos e direção de apoios das vigotas

c) Contra-flechas;

d) Disposição e especificação das nervuras de travamento;

e) Quantidade, especificação e disposição das armaduras;


f) Especificação dos materiais complementares componentes (concreto, aços e elementos de enchimento);

g) Previsão de consumo de concreto e aço complementar por m2 da laje; (29ª Reunião-26/04/99)

h) Altura total da laje e da capa de concreto complementar; (29ª Reunião - 26/04/99)

i) Altura total da vigota;

j) Cargas consideradas;

k) Peso próprio;

l) Detalhamento de apoios e ancoragem das vigotas;

m) identificar o desvio máximo de planicidade do conjunto (36ª Reunião - 29/11/99).

5.1.3 Manual de colocação e montagem

Deve conter as informações que orientem a execução do projeto da laje na obra, complementado por 5.1.2. Recomendações especiais devem ser feitas quanto às

interferências das instalações hidráulicas, elétricas e de utilidades em geral com a estrutura da laje.

5.2 Espaçamento entre linhas de escoramento

O espaçamento entre linhas de escoramento deve ser determinado no projeto de execução da laje, considerando tipo de vigota e as cargas na fase de montagem. Genericamente pode-se adotar os espaçamentos indicados nas Tabelas a seguir:

a) VC: O espaçamento máximo entre linhas de escoramento deve ser de 1,20 m, sendo que para vigotas menores ou iguais a 1,20m, deve ser colocada uma linha de escoramento.

b) VP

Vãos

Espaçamento

até 3,20 m

não necessita escoramento para qualquer altura

de 3,21 m até 6,50 m

uma linha de escoramento no meio do vão

De 6,51 m até 10,0 m

duas linhas de escoras centralizadas, sendo o espaçamento entre elas igual a 1/5 do vão e a distância de cada uma aos apoios das vigotas iguais a 2/5 do vão

acima de 10,0 m

será necessário um projeto específico de escoramento

 

c) VT

TABELA 5.2

Alturas padronizadas das lajes

10 cm

11 cm

12 cm

13 cm

14 cm

15 cm

16 cm

17 cm

20 cm

21 cm

24 cm

25 cm

29 cm

30 cm

Componentes das Treliças

Vãos livres padronizados entre linhas de escoramento (m)

A cm

B mm

C mm

                           

08

6,0

3,4

1,30

1,20

1,10

1,00

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

12

6,0

4,2

-

-

-

1,30

1,30

1,20

1,20

1,20

1,20

1,10

1,10

1,10

-

-

12

7,0

4,2

-

-

-

1,70

1,70

1,70

1,70

1,60

1,60

1,50

1,40

1,40

-

-

16

7,0

4,2

-

-

-

-

-

-

-

1,60

1,50

1,40

1,30

1,30

1,10

1,10

20

7,0

5,0

-

-

-

-

-

-

-

-

-

2,00

1,90

1,90

1,80

1,70

25

8,0

5,0

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

1,30

1,30

A = Altura da armação treliçada

B = Diâmetro do aço do banzo superior da armação treliçada

C = Diâmetro do aço da diagonal (sinusóide) da armação treliçada

Esta tabela considera:

- intereixo de 40,0 cm a 45,0 cm para elemento de enchimento de cerâmica

- intereixo de 60,0 cm para elemento de enchimento de EPS

- passo da armação treliçada igual a 20,0 cm

- abertura máxima da armação treliçada igual a 10,0 cm (medida externa)

Os vãos livres entre linhas de escoramento devem ser definidos em projetos. A Tabela 5.2 estabelece vãos livres entre linhas de escoras para os casos particulares de componentes das treliças indicadas. Outros vãos poderão ser admitidos desde que garantidos por dimensionamento do fabricante por outros tipos de componentes das treliças.

5.2.1 O fornecedor deve garantir que a laje pré-fabricada projetada, montada de acordo com as instruções do projeto, atenda as exigências de projeto quando da etapa de montagem e quando colocada em

serviço. O comprador poderá solicitar, sob suas expensas, provas de carga que demonstrem o comportamento nas duas situações, conforme descrito no Capítulo 6, item 6.2.

5.3 Capa de compressão

Será considerada como parte resistente se sua espessura for, no mínimo, igual a 3,0 cm. No caso da existência de tubulações a espessura mínima da capa de compressão acima destas será de, no mínimo 2,0 cm, suplementada com armadura adequada à perda da seção resistentes, observados os limites estabelecidos na Tabela 5.3.

Tabela 5.3. - Capa mínima resistente para as alturas totais padronizadas (cm)

Altura total da laje

 

10,0

11,0

12,0

13,0

 

14,0

16,0

17,0

20,0

21,0

24,0

25,0

29,0

30,0

34,0

Espessura mínima da capa resistente

3,0

4,0

4,0

4,0

4,0

4,0

4,0

4,0

4,0

4,0

5,0

4,0

5,0

5,0

Obs.: Tabela alterada em 31/07/00

5.4 Vigotas e nervuras

As vigotas devem ter uma largura mínima tal que permita, quando montadas em conjunto com os elementos de enchimento, a execução das nervuras de concreto complementar com largura mínima de 4,0 cm e atendendo o disposto na NBR 6118.

5.5 Armadura longitudinal

A armadura longitudinal deve ser distribuída uniformemente pelas vigotas sendo que, pelo menos 50% da seção da armadura deve ser mantida até os apoios, obedecendo ao disposto na NBR 6118.

5.6 Armadura de distribuição

Deve haver uma armadura de distribuição, colocada na capa de concreto complementar, com seção de no mínimo 0,9 cm2 / m para aços CA 25 e de 0,6 cm2/m para os aços CA 50 e CA 60, contendo pelo menos

três barras por metro, conforme o descrito na Tabela 5.4.

Tabela 5.4- Área mínima e quantidade de armadura de distribuição

Aço

Área mínima

No. de barras / m

   

Ø 5,0 mm

Ø 6,3 mm

CA 25

0,9 cm2 / m

5

3

CA 50, CA 60

0,6 cm2 / m

3

3

5.7 Marcação

Todas as vigotas deverão ter marcação que identifique o fabricante e sua correlação com o projeto.

6 Inspeção

Considera-se como lote de fornecimento todo o conjunto de componentes para lajes pré-fabricadas entregues na obra, correspondentes a até 200 m2, para cada produto.

(Conclusão GT Elementos de Enchimento – 19/10/98)

6.1 Inspeção geral

Em todas as obras, os componentes de lajes pré-fabricadas deverão ser submetidos à inspeção geral pelo comprador ou seu representante, para verificação de suas características, observando-se o disposto nesta Norma, além de se verificar a compatibilidade geométrica entre as vigotas e os elementos de enchimento para utilização conjunta e a

compatibilidade das características dos componentes entregues com os especificados no projeto da laje.

 

6.2 Inspeção por ensaios

a) Componentes: para obras que apresentem pelo menos uma das seguintes características em lajes pré-fabricadas:

- Lote, conforme descrito no item 6

- Vão superior a 6,0 m

- Carga acidental superior a 500 kg/m2

Todos os materiais complementares deverão atender as respectivas Normas.

b) Laje acabada: prova de carga demonstrando o real desempenho da laje em serviço, de acordo com a NBR 9607.

7 Aceitação e rejeição

Os componentes que não atenderem ao item 6.1 serão retirados do lote e substituídos.

Se, quando submetido ao disposto em 6.2.a, o conjunto de componentes não atender às condições mínimas exigidas, o lote deverá ser submetido à contraprova nas mesmas condições. No caso de novo não atendimento às condições mínimas, o lote será rejeitado.

Se, quando submetido ao disposto em 6.2.b, a laje acabada não atender às condições mínimas estabelecidas em projeto, a laje será rejeitada, sendo a responsabilidade do fornecedor limitada aos componentes e especificações por ele fornecidos.

_________________

Parte 2 Lajes bidirecionais

3 Definições

Para os efeitos da Parte 2 desta Norma são adotadas as definições de 3.1 e 3.2.

3.1 Laje pré-fabricada bidirecional

Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se admite que possam ser executadas nervuras transversais às vigotas. As nervuras transversais às vigotas somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.

3.2 Armaduras Complementares (29ª Reunião - 26/04/99)

  1. Transversal : armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje, que formam a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. (26/04/99)
  2. Complementar longitudinal : admissível apenas em lajes treliçadas quando da impossibilidade de integrar na vigota treliçada toda armadura inferior de tração necessária.

(26/04/99)

4 Condições gerais

4.1 Campo de aplicação

As lajes construídas com vigotas podem ser consideradas como nervuradas, quando atender a NBR 6118. (26/04/99)

4.2 O dimensionamento e verificação das lajes bidirecionais deverão atender aos dispositivos previstos na NBR 6118. (26/04/99)

4.2.1 Determinação dos esforços solicitantes das nervuras

Nas lajes com vigotas treliçadas, a eventual presença de apenas uma ou duas nervuras transversais não altera esta hipótese de cálculo.

As lajes bidirecionais, construídas com vigotas treliçadas, podem ser calculadas como lajes apoiadas nos quatro lados, desde que o intereixo das nervuras, tanto longitudinais como transversais não supere 105 cm. Quando apenas o intereixo das nervuras transversais supera 105 cm, a laje deve ser calculada como unidirecional, apoiada apenas em dois lados. Quando os dois intereixos, tanto longitudinal quanto transversal, superam 105 cm, a estrutura laminar deve ser calculada como grelha ou como um conjunto de vigas isoladas.

 

versão 27/10/97